Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O campeão voltou!

Não há como negar: o Brasil, mesmo em tempos mais políticos – ou democráticos, como preferir – é sim o país do futebol. E ainda há quem negue.

foto: Adriano Vizoni/Folhapress
A vitória com direito a goleada por 3 a 0 diante da então poderosa Espanha parecia inimaginável. A super seleção espanhola, que venceu 3 dos 4 títulos disputados em 5 anos (Euro 2008, Copa 2010 e Euro 2012), precisava apenas da Copa das Confederações para completar essa galeria vitoriosa. Nem o mais otimista poderia pensar numa vitória brasileira. E ela veio.

A equipe de Felipão – prefiro evitar o termo “família Scolari”, passado é passado – é nova, criada meio que às pressas e que evoluiu partida a partida. Depois de algumas decepções, afinal a cobrança dos milhões de treinadores é grande, a seleção brasileira mostrou em cinco jogos e cinco vitórias que é, agora, franca favorita ao mundial, ao lado de Espanha e Alemanha. Neymar (que deixou o recado: é craque e só tem a melhorar o que já é bom, o Barcelona), Fred (artilheiro nato) e companhia provavelmente serão a base para 2014, com uma ou outra mudança.

foto: globoesporte.com/Agência AP

Muitos tentam desmerecer a seleção espanhola, o que é um engano gravíssimo. A equipe do treinador Vicente del Bosque é poderosa, contando com estrelas do Barcelona: Iniesta, David Villa, Xavi, entre outros do mesmo Barça e de outros times. É uma geração vitoriosa. Dizer que jogaram mal é burrice. Dizer que entregaram é pior ainda. Dizer que acabou a hegemonia, outro engano. O fato de terem perdido para uma seleção brasileira até então desacreditada não desmerece esse plantel.

foto: Adriano Vizoni/Folhapress
Mas pior ainda, envolvidos pela onda de – justas – manifestações pelo país, desmerecer a vitória do Brasil e todo o evento. É verdade que foram e serão gastos milhões de reais. Mas é mais verdade ainda que nada disso tem a ver com aqueles jogadores que estavam ali representando um país. Misturar as duas coisas, mesmo que caminhem lado a lado, é um pensamento quadrado, reacionário e até infantil. Não vou deixar de torcer pelo fato de políticos terem gastado milhões ali.

Futebol é paixão? Não. Acho passional demais isso. Futebol é “só” esporte e como tal merece toda atenção. É do esporte (não só do futebol) que brotam talentos, alguns empenhados em construir uma imagem de um país melhor. É do esporte que temos algum alento em tempos sombrios: tricampeão em 70, em plena ditadura; tetra (94) e penta (2002) em momentos de indefinição política e agora campeão da Copa das Confederações – ou das Manifestações. As manifestações não vão parar. Passou o tempo de que o brasileiro fosse anestesiado pelo futebol. Os dois podem – e devem – caminhar juntos, cada um a seu momento.

foto: globoesporte.com/Agência AP

Diante de tudo isso, em catarse pela vitória inesperada do Brasil, não tem como não entoar a frase do ano: VEM PRA RUA!

P.S.: Depois de escrever esse texto, Felipão, em coletiva após a vitória, arrematou: "A nossa equipe hoje representa os anseios do povo brasileiro. É isso que queremos: representar o nosso povo na nossa área. Na outra (a política), não podemos". A notícia pode ser lida aqui: "Antes de falar mal do meu país, olhe para o seu", diz Felipão a inglês

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os três patetas

Este que vos fala disse, em 13 de dezembro de 2012, quando o São Paulo ganhou a sub-Libertadores – mais conhecida como Copa Sul-Americana – que “2013 aponta um grande ano para o futebol brasileiro, especialmente o paulista. O trio de ferro paulista disputará a Libertadores (...). Prato cheio para quem gosta de futebol”.

Só não sabia que seria um grande ano pra o mal e um prato cheio de coisas ruins.




Mas, vejamos: o Corinthians foi eliminado com uma mão enorme do juiz, isso é fato. Porém, vejamos: o Boca foi superior. Marcou um gol lá, numa das piores atuações do Corinthians no ano e teve competência para marcar um aqui (um golaço do velho Riquelme), além do time de Carlos Bianchi (dono de 4 Libertadores, sendo 3 pelo Boca) ter neutralizado a partida. 

Mas, vejamos novamente: o mesmo time em 2005 participou de um dos piores escândalos do nosso futebol, envolvendo, veja só: a arbitragem. E ainda vejamos: os torcedores não admitem a derrota (jogando a culpa em um fator externo e sempre presente no futebol, para o bem e para o mal: a precariedade da arbitragem sul-americana) e não admitem a superioridade (pouca, é verdade) do Boca Juniors.

E, como cortesia, o São Paulo foi eliminado (por 4 a 1) pelo ótimo Atlético-MG, que foi o vice campeão brasileiro de 2012. Enquanto isso, o Boca amarga a 19ª posição do Campeonato Argentino, depois de 13 rodadas. Tiro trocado não dói.

Enfim, “soberanos” em tapar o sol com a peneira.

Agora, vamos ao futuro. Aos fatos vindouros. Opondo São Paulo e Corinthians para 2013, temos (veja bem: nada de 6-3-3, nada de glórias do passado. É uma projeção futura):

- Brasileirão: os dois times disputam. O Corinthians, claro, com um time muito melhor e mais bem organizado que o São Paulo);

- Recopa Sul-Americana: os campeões dos torneios sul-americanos de 2012 se enfrentam;

- Copa do Brasil x Copa Sul-Americana: o Corinthians disputa a primeira e o São Paulo a segunda por ser oatual campeão. As duas garantem vaga na Libertadores 2014, o que as coloca em pé de igualdade. Mas, são dois níveis: a primeira é a segunda competição nacional e a segunda, é a segunda competição internacional.

- Paulista x Copa Suruga Bank: o Corinthians disputa a final no próximo domingo e o São Paulo campeão da Sul-Americana vai ao Japão disputar contra o campeão japonês. Dois títulos que não valem acesso a nada. Mas, novamente, é um torneio internacional contra um regional.

- Audi Cup: um brinde (internacional) para o São Paulo.

São fatos. Lembrando, é o futuro. Nada de “soberano” e coisas do tipo, afinal título passado não traz novos. O fato é que os dois foram eliminados da principal competição no ano, na mesma fase e não cabem mais desculpas (ou é o Lúcio, ou é Rogério, ou é juiz, etc).

Como uma criança birrenta, a grande massa corintiana não aceita a derrota, justificando com a frase-pronta "não vivemos de títulos" e o quanto amam o time mais que os outros, e bla bla bla.

Ainda assim, muitos corintianos – no auge da “arrogância soberana” (que tanto criticam no São Paulo) vão continuar tapando o sol com a peneira.

P.S. 1: Esqueci do Palmeiras. Disputa a Série B do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. 
P.S. 2: QUACK!
P.S. 3: Quem ri por último, Riquelme.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Justificar o injustificável



Aquele que mais deu alegrias e vitórias ao clube e à torcida, hoje é o que sai de maneira quase melancólica, no alto de uma arrogância sem igual.

Rogério Ceni nos últimos dois anos só fez uma coisa de importante (tirando a Copa Sul-Americana): marcou o 100º gol em cima do Corinthians. Mas, espera: ele é um goleiro e como tal deveria cumprir melhor esta função. Que já cumpriu muito bem, aliás. Mas hoje é só história. Ao invés de ter se aposentado antes, abrindo espaço para novos goleiros, preferiu sair de cena humilhado. Poderia ter evitado, afinal depois de tantas conquistas, RC não merecia esse fim.

O preço é alto.

Por outro lado, aquele que não ganhou sequer um título – a Sul-Americana de 2012 não vale, já que nem em campo entrou -, Luís Fabiano (como que numa piada) não foi expulso e ainda marcou um gol! Quando o SPFC já perdia de 4x0.

Tarde demais.

O zagueiro Lúcio, este sim o grande responsável pela eliminação tricolor, continuará no time ganhando seu alto salário e com seu carro de luxo, exigências feitas por um zagueiro “ex-experiente” vindo da Europa.
Inexperiência.

E o mandatário whiskeiro, Juvenal Juvêncio, permanecerá imortal no trono tricolor. Soberano! Soberano?

Soberano.

E a torcida? Continuará com a falácia – tão arrogante quanto o goleiro – do 6-3-3 e “falta muito para os outros chegarem”. Não se pode levar ao pé da letra o verso do hino: “as tuas glórias vem do passado”. Uma idiotice, já que títulos passados só fazem números, não trazem novos.

Enquanto o torcedor fala, os outros ganham.

Isso sim é justificar o injustificável.

E como disse um amigo: “eu amo esse clube, não esse time”. Um clube, três cores, um esporte. E só.

O resto é conversa.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Suor, sangue e lágrimas - e um pouco de recalque


O torcedor medíocre, além de não cuidar só do próprio time, vive do desmerecimento dos outros. Simples assim, seja qual for a competição.

O São Paulo volta a erguer a taça, coisa que não via desde 2008. A partida contra o medíocre time argentino tigre (com letra minúscula mesmo) ficará na história do futebol pelo abandono covarde do time visitante, que no segundo tempo desistiu de jogar (na bola, pois com eles é no braço) quando o São Paulo ganhava por 2 a 0, gols de Lucas e Oswaldo.

O torcedor tricolor viu a despedida emocionante de Lucas, que teve a bracadeira de capitão posta no braço pelo goleiro Rogério Ceni, numa das atitudes mais emocionantes e marcantes no futebol brasileiro. Só lamentos para Luís Fabiano que ficou à espreita e não pôde ter a glória de subir no tótem e erguer a taça. Fica a lição de como se constrói um ídolo, ainda que este seja apenas um jogador ainda em formação, não chegando a ser um craque.

Um título especial para o trabalho de Ney Franco, que conduziu o time à conquista. O treinador montou um time equilibrado, sem brilhantismos, mas eficiente para ganhar uma Copa Sul-Americana invicta e fazer uma boa campanha no segundo turno do Brasileirão. O título é, em grande parte, de Ney Franco.

Aí, claro, vem o desmerecimento dos rivais. Aqueles que “antis” (com o perdão do trocadilho) falavam que só cuidavam do próprio time, hoje desmerecem o título do São Paulo, como se este fosse o culpado. Outros, em menor situação, recorrem ao passado, mesmo que o futuro seja um lixo, de “segunda” linha. E o resto, recalque puro. Acusar o São Paulo é fora de propósito, que jogou na bola e no pé. E enquanto houver esse desmerecimento - o que alguns dizem que é "humor" - o futebol sul-americano continuará assim, sem ser levado a sério.

Não se sabe o que aconteceu no vestiário do time argentino. Antes do jogo a organização do São Paulo impediu os visitantes de treinarem no campo – o tricolor alegou que o campo não tinha condições boas pois houve show na semana anterior – o que, do ponto de vista lógico serviu para preservar o campo para o jogo. Espaço, como sempre, os visitantes tem atrás do gol para treinar. Mas, mesmo assim, invadiram o campo. O jogo, como quase todo mundo viu, foi aquele festival de catimba e violência argentina, algo costumeiro. O São Paulo marcou os dois gols, Lucas tomou uma cotovelada, sangrou. Acabou o segundo tempo e aí... Medo, revolta, dizem até que a polícia e os seguranças do São Paulo agrediram os jogadores, ameaçando com armas. O sangue nos vestiários e a baderna encontrada não são provas, que, aliás, podem ser uma grande armação. Me de imagens, como diria Datena.  A comissão do tigre diz que tem as imagens. O que se diz também é que os jogadores do tigre queriam invadir o vestiário tricolor para tumultuar e os seguranças impediram. Agora, me diga: os seguranças ficariam inertes àquela situação? Deixariam os argentinos invadirem sem tomar nenhuma atitude? Simplesmente deixariam a confusão rolar? É óbvio que teria que usar a força. Culpar o São Paulo por isso é puro recalque.

Não era uma goleada. Não era um jogo incrível. Mas, essa é a escola argentina, que vai do genial Messi à esse anti-jogo, uma atitude anti-desportiva, baixa, e todos os piores adjetivos possíveis. Cabe aqui, muito bem, um banimento em competições internacionais. Se bem que isso talvez possa demorar um pouco, falando bem a verdade...

2013 aponta um grande ano para o futebol brasileiro, especialmente o paulista. O trio de ferro paulista disputará a Libertadores – além de ter ganho um título cada um até o momento – e ainda teremos a Recopa entre Corinthians e São Paulo. 


Prato cheio para quem gosta de futebol.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Depredação no aeroporto nenhum corinthiano compartilha...

"Só eles fazem isso", diz o rival cego e esquecido.
...e são-paulinos esquecem (eu, pelo menos, não) da depredação da Paulista em 2005 (Libertadores) e palmeirenses esquecem do vandalismo no Pacaembu este ano. A manchete tinha que continuar, mas ficaria muito extensa.


O texto a seguir pode parecer chapa-branca, com a velha - e inexistente -  ideia do "jornalismo imparcial", com a conotação de puxa-saco, e por aí vai. Mas não, estimado leitor. É apenas uma constatação simples.

Fazia tempo que eu não falava sobre futebol nesse espaço, mas a chegada do Mundial de Clubes e os recentes acontecimentos me forçaram a escrever, já que as redes sociais não me permitem fazer uma reflexão maior sobre o assunto.

Pois bem. O Corinthians embarcou ontem para Dubai, local da preparação para o Mundial. Aproximadamente 17 mil corinthianos lotaram o Aeroporto de Guarulhos para festejar e despedir-se dos jogadores, que embarcaram pela madrugada. Festa, muita festa. Algo típico da torcida corinthiana e, veja bem: isso não é uma crítica.

A festa terminou, os festejos no Facebook foram aos montes e aí, os rivais se aproveitaram da situação para expor suas glórias passadas: “o meu time juntou tudo isso em 2005. O meu time lotou a livraria”, e por aí vai.  Junte a isso a depredação no aeroporto. Pronto. Prato cheio para os rivais debocharem da torcida corinthiana – cunhando com os mesmos adjetivos pejorativos de sempre. Não vejo problema na euforia corinthiana. Uns falam em superioridade. É, pode até ser por parte de alguns. Mas num momento como esse, é tão natural que isso aconteça quanto a festa do São Paulo na conquista do mundial em 2005. Pela primeira vez vão disputar um Mundial “do jeito certo”. E não, a torcida corinthiana não é diferenciada. Só a concentração de fanatismo que é maior, isso não há dúvidas. “Diferenciada”, que seja por isso, mas não por outro motivo. A superioridade começa quando o fanatismo deixa guiar. 

Mas aí a nuvem da hipocrisia paira por todos os lados: corinthianos que – com toda justiça e direito – se gabam de ter levado 17 mil pessoas a um aeroporto (chega a ser mais gente que um estádio, é bem verdade) e os rivais palmeirenses e são-paulinos compartilhando aos montes a foto da depredação - o que, de fato, é condenável. O curioso é que, esses mesmos tricolores esqueceram (eu não esqueci) que os torcedores depredaram a Avenida Paulista na “comemoração” pela conquista da Taça Libertadores em 2005, num dos maiores casos de vandalismo já vistos no local. Veja aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u91703.shtml e aqui http://esportes.terra.com.br/futebol/libertadores2005/interna/0,,OI592325-EI4588,00.html E os palmeirenses, recentemente, depredaram o Pacaembu. O problema é que, se fosse o São Paulo ou qualquer outro time, corinthianos estariam "compartilhando fotos" da mesma maneira. Um não pode ser pretexto para o outro. O grande problema é que a maioria dos torcedores pensam pequeno e aí, amigos, a merda está feita.

O futebol é um prato cheio para o deboche de rivais. E da imprensa também, para o bem e para o mal. Um dia é reportagem exaltando o representante brasileiro (aham, tá!) no mundial. No outro é esculachando os torcedores vândalos e inconsequentes que foram ao aeroporto. O que dizer do depoimento anônimo nessa reportagem: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2012/12/04/aeroporto-tem-manha-tranquila-mas-comerciantes-reclamam-de-atos-de-vandalismo-de-corintianos.html
“Se eles soubessem que aqui dentro estava cheio de panetone acho que teriam arrombado aqui e levado tudo”. É assim que funciona, em qualquer time.

E quem ler esse texto pode achar que sou torcedor do Corinthians. Muito pelo contrário. Quero que o Corinthians volte bem cedo, na manhã no dia 12/12/12 especificamente – dia que o São Paulo será campeão da Sulamericana, aliás! 

Esse ano aprendi com o futebol. Aprendi que não vale a pena discutir sobre torcida, sobre importância de títulos. É a velha história do “meu pau é maior que o seu”. Bobagem. Aprendi a discutir sobre o que realmente vale a pena, e mais ainda: com quem realmente vale a pena. E mais: o futebol seria bem melhor se tivesse menos hipocrisia. Seria bem melhor se a rivalidade ficasse mais restrita às quatro linhas (afinal, para o bem de todos, é necessário uma piada aqui e outra ali). 

Seria bem melhor se cada um cuidasse do seu time. 


domingo, 12 de agosto de 2012

Fim de linha: o (ótimo) Brasil em Londres


Yane Marques é bronze: pódio inédito no pentatlo moderno
Mais uma Olimpíada que termina e o saldo para o Brasil, por mais que os torcedores de sofá falem o contrário, é extremamente positivo para o país. É o recorde de pódios (16), mas não é o recorde de ouros (3, ante os 5 de Atenas-04). Isso não importa, pelo menos agora. O Brasil viu medalhistas que não eram esperados, inéditos: duas no boxe com os irmãos Falcão (bronze para Yamaguchi e parata para Esquiva), o ouro de Sarah Menezes no judô, Arthur Zanetti nas argolas e o último, o bronze de Yane Marques no pentatlo moderno.

Os falastrões e impiedosos vão lembrar somente das “decepções” (sim, com aspas): a prata no vôlei masculino, o bronze de Cielo na prova em que era favorito e defendia o bi-olímpico na natação (50m), a prata de Emanuel e Alisson e o bronze de Juliana e Larissa no vôlei de praia, entre outros. Vão lembrar mais ainda das, essas sim decepções, sem aspas: derrotas no futebol, a falta de medalhas no atletismo, quedas nos torneios de basquete e handebol, etc.

Do futebol, fica a lição: hora de olhar para dentro do país, esquecer estrelismos e egos. No feminino, o investimento subiu no telhado. Não bastou Marta ganhar títulos de melhor do mundo, não bastou o Brasil ser campeão, nada adiantou. Várias desistiram e o apoio fica somente na palavra. Os rapazes da seleção tem a chance de mudar esse jogo com as próximas competições. Apesar de clichê, a camisa deve pesar e deve ser honrada, com garra e atitude. Como em qualquer time ou seleção. É difícil esquecer que o futebol virou um balcão de negócios, mas ainda acredito que há os que pensem diferente.

Rio 2016: menos "bronzil", se possível
Nos outros esportes, é hora de investir. Hora de olhar para os esportes individuais, como a natação, lutas e atletismo. São apenas quatro anos para o Brasil mostrar que pode ser uma nação que revela talentos, lapida competidores e que, se ainda não pode ser uma potência olímpica, pode ser um celeiro de talentos. Não só no “tão importante” futebol. O basquete vem numa crescente boa, as ligas nacionais tem tido investimentos e o apoio cresce. No vôlei, que vem de quase uma década vitoriosa, idem. É preciso olhar com mais carinho para a ginástica, que caiu de produção. Olhar sem preconceito para a ginástica masculina. Investir mais no atletismo que, pela primeira vez em 20 anos, ficou sem medalha. Treinar mais “Cielos” para a natação. Nas lutas, que o investimento cresça depois das medalhas ganhas em Londres.

Pode parecer utópico, visionário, esperançoso demais, mas só com investimento público (e não gasto público) o Brasil pode chegar em posições melhores no ranking de medalhas. Se acontecer em casa, melhor ainda. Vai, Brasil!

Pátria de chuteiras. Será mesmo?


Mais uma derrota no futebol. Mais uma medalha olímpica de prata. Mais uma decepção. Mais um “Mano” para ser crucificado. E o vôlei (ao menos o feminino), o judô, o boxe, a ginástica continuam dando vitórias para o Brasil. E ainda assim, endeusam o futebol. Situação complicada. As outras ditas “decepções” são coisa de gente de mente fechada. Cielo não decepcionou, Alisson e Emanuel igualmente não. Talvez o vôlei de Bernardinho tenha apagado. Estranho para uma geração vitoriosissíma. Acontece, é o esporte. Um dia ouro, outro dia prata. Ou bronze. O futebol é diferente. Culpa do endeusamento, como se só existisse esse esporte no país. Explico abaixo:

Neymar e cia: cara de bosque
Num sábado de medalhas garantidas para o país, o primeiro ato era o que tinha as maiores esperanças depositadas: finalmente o Brasil poderia sair com o ouro no futebol masculino. O time de Neymar, Pato, Damião e cia tinha a oportunidade de selar um trabalho regular, nas mãos do fraco – sim, fraco, mas não único culpado – Mano Menezes. Um técnico que substitui mal e não escala bem o time. Time este que tem grandes limitações. A grande esperança do time, Neymar, não mostrou o ótimo futebol que mostrou outrora. Leandro Damião, pelo menos, foi o artilheiro do torneio olimpíco, igualando o feito do baixinho Romário, o novo comentarista falastrão. Entre outros jogadores, a seleção brasileira precisa de mudanças. Mano é considerado o único culpado pela maioria, mas não é bem assim. Egos inflados de jogadores, individualismos e falta de compromisso marcam essa selelção, sim. Parece que os contratos de patrocinadores, clubes e empresários são mais importantes do que a garra e a perseverança em campo. Paciência.

Meninas e vôlei de ouro: sambando na cara das americanas
Enquanto isso, segundo ato: vôlei feminino. Aqui sim, garra e perseverança sempre presentes. As meninas campeãs em Pequim-08 buscavam o bicampeonato novamente em cima das americanas. Depois de um começo irregular no campeonato, o time de José Roberto Guimarães ficou desacreditado. Os jogos foram passando, vitorias chegando – incluindo o memorável jogo contra a Rússia, que entrou para a história do esporte – e a final tornou-se realidade. Jogo disputado, primeiro set perdido, mas... Essas meninas são tinhosas. O jogo virou e o ouro novamente está em mãos brasileiras. O vôlei, novamente, dentre tantas outras vezes em vários campeonatos, é ouro.

Mais tarde, terceiro ato: Esquiva Falcão disputava a final do boxe. Final histórica, como já disse no texto anterior (http://openicoestavoando.blogspot.com.br/2012/08/o-boxe-ressurge-ate-o-proximo-ufc.html). O ouro escapou por um ponto, mas a prata já é o maior feito do boxe em Olimpíadas. Ao lado do bronze do irmão Yamaguchi Falcão, esses dois irmãos escreveram seus nomes no esporte nacional. Além disso, Esquiva será o porta-bandeira no encerramento. Reconhecimento merecido.

Esquiva Falcão: porta-bandeira em reconhecimento à prata

Mas, mesmo assim, o futebol é o esporte dominante. Movimenta milhões e milhões de reais, euros. O povo fica feliz com os dribles e golsdos jogadores. E o futebol continua endeusado, o panteão do esporte no Brasil. Como se o ponto de ataque de Sheila fosse menos importante. Como se as braçadas de Cielo fossem nada. Como se as cestas do basquete, que tenta voltar às boas épocas de Oscar, Hortência e Magic Paula – fossem medíocres. Estes apenas exemplos, claro.

Uns vão dizer que o torneio olimpíco de futebol não é importante, afinal tem a Copa do Mundo para isso, com jogadores mais velhos, experientes. O Brasil é pentacampeão, et c, etc, etc. Mas os outros esportes também tem copas e ligas mundiais. Isso é pura idiotice ou querer tapar o sol com a peneira. Ou egoísmo, sentimento de posse, saudosismo... Menosprezar o torneio olimpíco é mesquinho.

E o futebol, ó...
Não critico aqui o futebol que, assim como a maioria, gosto e me divirto. Amar já é demais, tenho mais o que fazer. Muito menos que um esporte não deva ser popular, pois isso é parte da cultura de cada local. Critico aqui a falta de investimento em outros esportes, tão carentes de ídolos e recursos. Esportes esses que são vitoriosos nos Jogos Olimpícos, trazem medalhas de ouro e mais alegrias. E o futebol, ó...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Do blog

Uns vão pensar que é um blog de humor, outros vão pensar “que merda é essa?” e outros não vão pensar nada. O PENICO ESTÁ VOANDO é o nome deste que se propõe a levantar discussões, causar polêmicas, reflexões ou simplesmente nada!  O que vier à telha sobre os mais variados assuntos, mas principalmente sobre televisão. Afinal, a maioria já sabe (ou deveria saber) que é a minha área, a minha paixão. Eventualmente o futebol estará em pauta, claro, afinal o que seria do mundo sem esse esporte? Para alguns, o mundo nem exisitiria. O fanatismo é permitido. Também serão encontrados aqui ruminações sobre política, economia e carnaval. Ah, o carnaval... Este que é o maior expoente da cultura brasileira mundo afora e que hoje, pelo menos em terras paulistas, está na merda. Bom, chega de falar – até porque (admito: tive que consultar um manual de redação, pois até hoje não sei usar os “porques”. Espero que esteja certo) esse blog vai falar de um monte de coisas. Basta.

O nome foi escolhido de modo curioso. Queria um nome que chamasse a atenção, sair do clichê. Acho que consegui. Sabe quando você (àqueles que são cristãos ou ao menos tentam ser) abre a Bíblia numa página para ter uma palavra de conforto? Ou então aquele livrinho “Minutos de Sabedoria” que “coincidentemente” cai uma mensagem justamente para aquele momento? Foi isso que aconteceu com O PENICO ESTÁ VOANDO. A minha “bíblia” dessa vez era “O Livro do Boni”, sim, aquele Boni da Globo. Para os profissionais da área, livro essencial. Para quem gosta dos bastidores da tv, idem. Abri na página 233 e o título me saltou aos olhos. Essa parte do livro fala sobre a conquista de audiência da recém-inaugurada TV Globo e o penico foi um dos símbolos da emissora em São Paulo, era um objeto que tinha um valor simbólico depois de um incêndio, enfim... Compre o livro e leia! No meio disso tudo, a Globo começava a ganhar em audiência, ser líder e adotou a nomenclatura “Rede Globo”. Pode soar pretensioso. E não é que é verdade?

Como li por aí, muitas das coisas que foram ditas são ironias, que fique bem claro.

E cuidado, pois O PENICO ESTÁ VOANDO!