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segunda-feira, 1 de julho de 2013

O campeão voltou!

Não há como negar: o Brasil, mesmo em tempos mais políticos – ou democráticos, como preferir – é sim o país do futebol. E ainda há quem negue.

foto: Adriano Vizoni/Folhapress
A vitória com direito a goleada por 3 a 0 diante da então poderosa Espanha parecia inimaginável. A super seleção espanhola, que venceu 3 dos 4 títulos disputados em 5 anos (Euro 2008, Copa 2010 e Euro 2012), precisava apenas da Copa das Confederações para completar essa galeria vitoriosa. Nem o mais otimista poderia pensar numa vitória brasileira. E ela veio.

A equipe de Felipão – prefiro evitar o termo “família Scolari”, passado é passado – é nova, criada meio que às pressas e que evoluiu partida a partida. Depois de algumas decepções, afinal a cobrança dos milhões de treinadores é grande, a seleção brasileira mostrou em cinco jogos e cinco vitórias que é, agora, franca favorita ao mundial, ao lado de Espanha e Alemanha. Neymar (que deixou o recado: é craque e só tem a melhorar o que já é bom, o Barcelona), Fred (artilheiro nato) e companhia provavelmente serão a base para 2014, com uma ou outra mudança.

foto: globoesporte.com/Agência AP

Muitos tentam desmerecer a seleção espanhola, o que é um engano gravíssimo. A equipe do treinador Vicente del Bosque é poderosa, contando com estrelas do Barcelona: Iniesta, David Villa, Xavi, entre outros do mesmo Barça e de outros times. É uma geração vitoriosa. Dizer que jogaram mal é burrice. Dizer que entregaram é pior ainda. Dizer que acabou a hegemonia, outro engano. O fato de terem perdido para uma seleção brasileira até então desacreditada não desmerece esse plantel.

foto: Adriano Vizoni/Folhapress
Mas pior ainda, envolvidos pela onda de – justas – manifestações pelo país, desmerecer a vitória do Brasil e todo o evento. É verdade que foram e serão gastos milhões de reais. Mas é mais verdade ainda que nada disso tem a ver com aqueles jogadores que estavam ali representando um país. Misturar as duas coisas, mesmo que caminhem lado a lado, é um pensamento quadrado, reacionário e até infantil. Não vou deixar de torcer pelo fato de políticos terem gastado milhões ali.

Futebol é paixão? Não. Acho passional demais isso. Futebol é “só” esporte e como tal merece toda atenção. É do esporte (não só do futebol) que brotam talentos, alguns empenhados em construir uma imagem de um país melhor. É do esporte que temos algum alento em tempos sombrios: tricampeão em 70, em plena ditadura; tetra (94) e penta (2002) em momentos de indefinição política e agora campeão da Copa das Confederações – ou das Manifestações. As manifestações não vão parar. Passou o tempo de que o brasileiro fosse anestesiado pelo futebol. Os dois podem – e devem – caminhar juntos, cada um a seu momento.

foto: globoesporte.com/Agência AP

Diante de tudo isso, em catarse pela vitória inesperada do Brasil, não tem como não entoar a frase do ano: VEM PRA RUA!

P.S.: Depois de escrever esse texto, Felipão, em coletiva após a vitória, arrematou: "A nossa equipe hoje representa os anseios do povo brasileiro. É isso que queremos: representar o nosso povo na nossa área. Na outra (a política), não podemos". A notícia pode ser lida aqui: "Antes de falar mal do meu país, olhe para o seu", diz Felipão a inglês

domingo, 12 de agosto de 2012

Pátria de chuteiras. Será mesmo?


Mais uma derrota no futebol. Mais uma medalha olímpica de prata. Mais uma decepção. Mais um “Mano” para ser crucificado. E o vôlei (ao menos o feminino), o judô, o boxe, a ginástica continuam dando vitórias para o Brasil. E ainda assim, endeusam o futebol. Situação complicada. As outras ditas “decepções” são coisa de gente de mente fechada. Cielo não decepcionou, Alisson e Emanuel igualmente não. Talvez o vôlei de Bernardinho tenha apagado. Estranho para uma geração vitoriosissíma. Acontece, é o esporte. Um dia ouro, outro dia prata. Ou bronze. O futebol é diferente. Culpa do endeusamento, como se só existisse esse esporte no país. Explico abaixo:

Neymar e cia: cara de bosque
Num sábado de medalhas garantidas para o país, o primeiro ato era o que tinha as maiores esperanças depositadas: finalmente o Brasil poderia sair com o ouro no futebol masculino. O time de Neymar, Pato, Damião e cia tinha a oportunidade de selar um trabalho regular, nas mãos do fraco – sim, fraco, mas não único culpado – Mano Menezes. Um técnico que substitui mal e não escala bem o time. Time este que tem grandes limitações. A grande esperança do time, Neymar, não mostrou o ótimo futebol que mostrou outrora. Leandro Damião, pelo menos, foi o artilheiro do torneio olimpíco, igualando o feito do baixinho Romário, o novo comentarista falastrão. Entre outros jogadores, a seleção brasileira precisa de mudanças. Mano é considerado o único culpado pela maioria, mas não é bem assim. Egos inflados de jogadores, individualismos e falta de compromisso marcam essa selelção, sim. Parece que os contratos de patrocinadores, clubes e empresários são mais importantes do que a garra e a perseverança em campo. Paciência.

Meninas e vôlei de ouro: sambando na cara das americanas
Enquanto isso, segundo ato: vôlei feminino. Aqui sim, garra e perseverança sempre presentes. As meninas campeãs em Pequim-08 buscavam o bicampeonato novamente em cima das americanas. Depois de um começo irregular no campeonato, o time de José Roberto Guimarães ficou desacreditado. Os jogos foram passando, vitorias chegando – incluindo o memorável jogo contra a Rússia, que entrou para a história do esporte – e a final tornou-se realidade. Jogo disputado, primeiro set perdido, mas... Essas meninas são tinhosas. O jogo virou e o ouro novamente está em mãos brasileiras. O vôlei, novamente, dentre tantas outras vezes em vários campeonatos, é ouro.

Mais tarde, terceiro ato: Esquiva Falcão disputava a final do boxe. Final histórica, como já disse no texto anterior (http://openicoestavoando.blogspot.com.br/2012/08/o-boxe-ressurge-ate-o-proximo-ufc.html). O ouro escapou por um ponto, mas a prata já é o maior feito do boxe em Olimpíadas. Ao lado do bronze do irmão Yamaguchi Falcão, esses dois irmãos escreveram seus nomes no esporte nacional. Além disso, Esquiva será o porta-bandeira no encerramento. Reconhecimento merecido.

Esquiva Falcão: porta-bandeira em reconhecimento à prata

Mas, mesmo assim, o futebol é o esporte dominante. Movimenta milhões e milhões de reais, euros. O povo fica feliz com os dribles e golsdos jogadores. E o futebol continua endeusado, o panteão do esporte no Brasil. Como se o ponto de ataque de Sheila fosse menos importante. Como se as braçadas de Cielo fossem nada. Como se as cestas do basquete, que tenta voltar às boas épocas de Oscar, Hortência e Magic Paula – fossem medíocres. Estes apenas exemplos, claro.

Uns vão dizer que o torneio olimpíco de futebol não é importante, afinal tem a Copa do Mundo para isso, com jogadores mais velhos, experientes. O Brasil é pentacampeão, et c, etc, etc. Mas os outros esportes também tem copas e ligas mundiais. Isso é pura idiotice ou querer tapar o sol com a peneira. Ou egoísmo, sentimento de posse, saudosismo... Menosprezar o torneio olimpíco é mesquinho.

E o futebol, ó...
Não critico aqui o futebol que, assim como a maioria, gosto e me divirto. Amar já é demais, tenho mais o que fazer. Muito menos que um esporte não deva ser popular, pois isso é parte da cultura de cada local. Critico aqui a falta de investimento em outros esportes, tão carentes de ídolos e recursos. Esportes esses que são vitoriosos nos Jogos Olimpícos, trazem medalhas de ouro e mais alegrias. E o futebol, ó...